Mergulhando no desconhecido, aqui estou eu, diferente do que era antes, perdida em meio as duvidas que você tem me proposto, relutando contra as lágrimas desmerecidas, impossibilitada de lutar com as suas decisões, incerta, seca e descontente, esperando que tu me busque, que me tire da beleza que é esse sofrimento, fechando os olhos e pisando na grama úmida do paraíso, e me certificando de que todo o ouro não bastaria quando eu não posso oferecer a ti, olhando nos teus olhos, que nesse instante se revelam a minha consciência como uma parte de mim.
Parte que está afundando como um navio naufragando, queira tua consciência que tu não te atrases.
Os olhos, que buscam, que demonstram intenções, que entrega e arrebata.Ervas daninhas em meio a busca do sonho, flor que se apresenta como desejo, delicadeza, sensibilidade e paixão, a sensibilidade da paixão, intimidade, o ato de conhecer-se intimamente e conhecer ao outro, cálice que se mostra como um convite, em outrora esperando pela companhia desejada, pelo devaneio eterno, o convite onde imersos no prazer nos tornaremos um só. Laços!
Desenhos por Sheila Fernanda. Descrições por mim e créditos ao meu estado emocional que me deu sensibilidade para sentir a beleza do abstrato.

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